27 May 2011

Made This Way

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É indubitável que Born This Way era até há poucos dias atrás o disco mais aguardado de 2011. Tal é justificado com o facto de Lady Gaga ter conseguido apenas com as edições dos álbuns The Fame (2008) e The Fame Monster (2009), e mais a sua The Monster Ball Tour, ganhar um lugar de destaque, senão mesmo o primeiro lugar do topo, das artistas mais populares da indústria da música da actualidade.

 

Na cerimónia dos prémios da MTV americana de 2010 Lady Gaga ganhou 3 prémios e na última vez que subiu ao palco cantou acapela um trecho do título Born This Way, começando aqui a expectativa do público sobre este próximo álbum.

 

Em Abril foi revelado o single Born This Way, que logo foi envolto na polémica sobre se era ou não uma colagem ao tema Express Yourself de Madonna, editado em 1989. Confesso que assim que ouvi o tema imediatamente fui transportado para a memória de Express Yourself e assim que li as primeiras reacções na internet descobri que não era o único. O single teve um sucesso imediato, não tivesse o tema boas origens na base da sua criação.

 

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Em Abril Lady Gaga editou mais um single, intitulado Judas, evidentemente na tentativa de facturar algum crédito publicitário com alguma controvérsia que pudesse vir a gerada numa provocação à Igreja. O período da Páscoa era mesmo ideal para o lançamento e na letra Gaga apintamentava as coisas com “I fell in love with Judas baby”. Contudo, a Igreja devia estar ocupada com outros assuntos ou então ficou extenuada de lutar contra outra cantora, que nos anos 80 e 90 desafiou os tabus eclesiásticos, pelo que não deu entrada nenhum manifesto contra Lady Gaga e o seu “Judas”.

 

Ainda antes da revelação total do álbum foi apresentado a 9 de Maio mais um single, desta vez The Edge of Glory, mais um tema dançável, como quase todos os temas do álbum, que me fez lembrar a linha musical que a Cher vinha seguindo nos anos 90. The Edge of Glory, Marry The Night, Hair e The Queen são temas com uma estrutura muito semelhante, em que as estrofes são calmas e em que o auge se atinge num refrão de histeria, que nos remete para o hino I Will Survive de Gloria Gaynor.

 

Os singles até agora apresentados parecem ser mesmo o melhor deste álbum. Born This Way é pouco consistente, cheio de frases feitas nas letras e com misturas de sons que em nada são originais, apenas excertos que nos são familiares dos anos 90 e que aqui são misturados de um modo aleatório, fazendo deste álbum uma verdadeira salada russa. E, depois, ainda existem os temas Americano e Scheibe, que me soam a uma completa diarreia musical!

 

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Julgo que Lady Gaga revela neste álbum alguma falta de orientação. Ela até pode ser muito produtiva, mas a produtividade nem sempre é sinónimo de qualidade. Se bem que a sua produtividade neste álbum também se revela um tanto o quanto repetitiva, com o tema Judas e Yoü And I, a colarem-se respectivamente aos seus temas Bad Romance e Brown Eyes. Esta questão poderá ser ultrapassada com uma boa equipa de produtores. O erro neste álbum foi o facto do ego de Lady Gaga ter pensado que poderia ser auto-suficiente e prescindir de uma equipa de génios, como as que trabalharam com ela nos anteriores álbuns.

 

Nas observações que li sobre o álbum por parte de alguns críticos, conclui que a maioria é muito cautelosa. Dão uma nota bastante valorosa a Born This Way, mas são reservados no que se refere a fazerem rasgados elogios. Na verdade, Lady Gaga ascendeu repentinamente a um nível de popularidade que até os críticos têm receio de castigar Lady Gaga por trocar Jesus por Judas, não vão eles ser os causadores por provocar AVC’s aos milhões de fãs.

 

Lady Gaga - Born This Way [2011]

(Nota: 6/10)

 

1. Marry The Night (**)

2. Born This Way (****)

3. Government Hooker (*)

4. Judas (****)

5. Americano (*)

6. Hair (**)

7. Scheisse (**)

8. Bloody Mary (**)

9. Black Jesus - Amen Fashion (**)

10. Bad Kids (**)

11. Fashion Of His Love (**)

12. Highway Unicorn (Road To Love) (**)

13. Heavy Metal Lover (**)

14. Electric Chapel (**)

15. The Queen (**)

16. You And I (**)

17. The Edge of Glory (***)

4 May 2011

Olympia

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Olympia é o título do último álbum do britânico Bryan Ferry, lançado no final de 2010. Este é o 12º de originais da sua carreira musical a solo e veio suceder Frantic, editado em 2002. Neste intervalo de 8 anos Bryan Ferry ainda editou Dylanesque (2007), composto por covers de músicas de Bod Dylan.

 

Para a concretização de Olympia, Bryan Ferry contou com a ajuda de David Stewart dos Eurythmics; de Brian Eno, seu colaborador de longa data; de Phil Manzanera e Andy Mackay, que foram seus colegas nos Roxy Music; dos Groove Armada, aos quais Bryan emprestou a voz no último álbum; dos Scissor Sisters; do produtor veterano Nile Rodgers; de Jonny Greenwood dos Radiohead; e de Flea, o baixista dos Red Hot Chilli Peppers.

 

Apesar de tão diversificada colaboração, este álbum não se desvia muito do que Bryan Ferry nos habituou. O arrastar da voz, o desalinhado das guitarras em fundo, a predominância dos sintetizadores, são tudo marcas que continuam a habitar o mundo de Bryan Ferry.

 

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O álbum é constituído na sua maioria por novos temas, mas também contém algumas covers, mais concretamente: Song To The Siren, de Tim Buckley, No Face, No Name, No Number dos Traffic's e nova uma versão de You Can Dance, já editado por Bryan Ferry no álbum de DJ Hell de 2009, que foi precisamente o tema escolhido para introduzir Olympia ao público.

 

Este regresso de Bryan Ferry só mostra que ele continua no seu registo, à semelhança do que acontece com a Sade no seu último álbum. São nichos musicais que ainda não foram explorados por nenhum cantor das novas gerações e que os originais continuam a explorar bem. Contudo, não há nenhum tema grande neste disco que possa voltar a colocar Bryan Ferry na ribalta, é apenas mais um conjunto de canções que nos faz continuar a respeitar a sua carreira.

 

O meu destaque vai para o tema Shameless, que é a canção mais diferente de todo o álbum, produzida pelos britânicos Andy Cato e Tom Findlay, dupla mais conhecida como Groove Armada, que talvez pudesse ter ditado a linha de dança deste álbum, caso Bryan Ferry arriscasse por uma sonoridade um pouco mais diferente, não perdendo contudo a sua identidade.

 

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Desta produção resultou ainda um disco de remisturas, intitulado Olympia Alternative Mixes, em que, na minha opinião, alguns temas ficaram bem melhor que os originais, como é o caso de You Can Dance. É essencial uma escuta dos dois discos para se poder absorver o potencial deste trabalho.

 

Por último, resta salientar que a modelo na capa do disco é a Kate Moss, e faço este apontamento só pelo simples facto de na sua vida amorosa de Bryan Ferry ter tido relacionamentos com algumas das capas dos seus discos. Não me parece que venha a ser este o caso.

 

Bryan Ferry – Olympia [2010]

(Nota: 7/10)

 

1 - You Can Dance (***)

2 - Alphaville (****)

3 - Heartache By Numbers (***)

4 - Me Oh My (***)

5 – Shameless (****)

6 - Song to the Siren (***)

7 - No Face, No Name, No Number (***)

8 - BF Bass (Ode to Olympia) (***)

9 - Reason or Rhyme (***)

10 - Tender Is the Night (***)

11 - Whatever Gets You thru the Night (***)

12 - One Night (***)

 

23 Mar 2011

Elizabeth Taylor [1932-2011]

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It is strange that the years teach us patience; that the shorter our time, the greater our capacity for waiting.
3 Mar 2011

Jennifer Lopez is on the Floor

A Jennifer Lopez está de volta ao mundo da música este ano com um novo disco. A primeira amostra intitula-se On the Floor e conta com a participação de Pitbull.

 

Este primeiro tema é completamente dirigido às pistas de dança. O som é bastante electrónico e inclui um excerto de Lambada, de Kaoma, editado em 1989.

 

Na minha opinião, On the Floor é das piores músicas em que Jennifer Lopez já participou. Contudo, a música está a ser um sucesso.

 

24 Feb 2011

Candy Perfume Girl

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Katy Perry iniciou a sua digressão California Dreams no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado dia 20 de Fevereiro, e pelo que me apercebi o público saiu bastante satisfeito com a prestação da cantora californiana.

 

No Campo Pequeno o aroma a algodão doce pairava no ar e este era o primeiro apontamento para um espectáculo musical lúdico do princípio ao fim.

 

O público era maioritariamente adolescente ou mesmo infantil. O espectáculo começou com a projecção do primeiro capítulo de um filme que se ia desenvolvendo nos intervalos de cada segmento, e que contava a história de uma rapariga (Katy Perry) filha de um talhante, que se apaixona pelo rapaz da loja de cupcakes.

 

O palco estava decorado com guloseimas gigantes – chupa-chupas e cupcakes – remetendo para o imaginário do vídeo do tema Califórnia Gurls. Katy Perry abriu com Teenage Dream, que deu o título do último álbum, numa versão mais enérgica, rodeada de 6 bailarinos. Seguiu-se “One of the Boys” e “Waking Up in Vegas”, que completaram este primeiro segmento.

 

A segunda parte abriu com “Ur so Gay”, que foi o primeiro single da carreira de Katy Perry, depois seguiu-se “Peacock”, com muitas plumas, a fazer lembrar os espectáculos de Kylie Minogue, e fechou com uma versão diferente de “I Kissed a Girl”, que me pareceu não ser tão boa quanto o original.

 

A terceira parte abriu com “Circle The Drain”, “E.T.”, que é o último single, “Who Am I Living For” e “Pearl”, que teve direito a um momento de acrobacia, com as bailarinas suspensas no ar e a dado momento formaram uma cadeira com os corpos para Katy Perry ser transportada no ar por uns instantes.

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A quarta parte abriu com “Not Like The Movies” e umas bolas de sabão com fumo no interior a pairar por cima das nossas cabeças. A seguir surgiu um momento unplugged com “The One That Got Away”, um medley com temas de outros artistas iniciado com “Only Girl In The World” e que terminou em apoteose com “Thinking of You”.

 

No quinto e último o público rendeu-se por completo. Abriu com “Hot ‘n cold”, com Katy Perry a protagonizar momentos de magia, mudando de roupa a cada frase “you change of mind like a girl changes clothes”, que faziam delirar o público. Depois houve “Firework” e a terminar o concerto “California Gurls”, com Katy Perry a envergar um vestido cupcakes.

 

Quando já pouco esperavam, Katy Perry ainda regressou para interpretar “I Wanna Dance With Somebody” de Whitney Houston, um número que pareceu um pouco improvisado, mas que pôs todo o público a cantar.

 

Neste espectáculo Katy Perry recebeu uma inspiração do universo de Mika. Esta é a segunda digressão Katy, que tem previsto 100 datas! Na minha opinião o arranque em Lisboa foi com chave de ouro.

 

11 Feb 2011

Lady Gaga Born to Copy

No início a Lady Gaga não me despertou qualquer interesse. Comecei logo por não simpatizar com o nome e depois com o visual e, por fim, com a música. As duas primeiras canções do primeiro álbum, Fame, não me conquistaram, mas o tema Paparazzi obrigou-me a voltar fazer uma segunda tentativa, sobretudo porque gostei das metáforas da letra desta música. Contudo, acho que é álbum muito bom, em que metade da músicas eu classificaria de boas ou muito boas, mas as restantes são razoáveis.

O álbum The Fame Monster, que a Lady Gaga lançou logo a seguir, com apenas 8 temas, surpreendeu-me bastante, porque achei que todas as músicas podiam ser single. Mas, mais uma vez, foram as letras que me chamaram mais à atenção. Também achei que desta vez a produção musical também estava muito boa e que qualquer música tinha potencial para single, apesar de a Lady Gaga roubar descaradamente o ritmo dos Ace Of Base para colar na música Alejandro, e do vídeo desta parecer um compêndio de vídeos da Madonna.

Este ano a Lady Gaga prepara-se para pôr mais um álbum no mercado e o primeiro single já está a rodar, chama-se Born This Way e mais uma vez ela bebe a inspiração da Madonna. Para quem conhece bem as músicas da Madonna percebe logo no primeiro minuto que o Express Yourself serviu de papel químico para este Born This Way, e desta vez é a letra que não me impressiona nada. Por isso, eu acho que a Lady Gaga was Born to Copy. Na minha opinião a Lady Gaga pode saber tocar muito bem piano e ter uma excelente voz, áreas em que indubitavelmente a Madonna tem algumas lacunas, mas ao nível da criatividade e originalidade a Madonna está a cem anos luz de distância. Por outro lado, a Madonna quando copia faz essa referência nos créditos.

Resta saber se os críticos de música vão deixar passar esta questão em branco. Acho que é óbvio que a Lady Gaga está a precisar de ganhar alguma experiência de vida para além da que provém só da fama. Senão vai passar o tempo a copiar a música de outros artistas e a escrever letras a descrever as noites que passa nas discotecas.

 


 

 

8 Feb 2011

Tribo À Primeira Vista

First ever aerial footage of uncontacted Amazon tribe released

Vale a pena ver...

3 Feb 2011

Sean Connery - Um momento na carreira

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Todo o comum mortal tem um momento menos bom na sua carreira profissional, a não ser que passe a vida desempregado.

 

Ora, Sean Connery passou por esse momento quando fez o filme Zardoz, em 1974.

 

Encontrei esta foto casualmente na internet e nem queria acreditar que era o Sean Connery! Cheguei a julgar que era uma montagem. Mas não, o Sean Connery foi a primeiro actor a vestir o monoquini que recentemente foi celebrizado por Borat, a personagem criada por Sacha Baron Cohen.

 

A internet não falha quando se presta a humilhar as pessoas!

 

31 Jan 2011

No One Sees You Like Your Dog Does


*xuac*
28 Jan 2011

ESTAMOS DE LUTO POR PORTUGAL (Part II)

5 anos depois este site volta a fazer uns dias de luto.

  Há 5 anos atrás escrevi assim:

  ESTAMOS DE LUTO POR PORTUGAL

Porque a maioria do povo português tem memória curta, estamos hoje de luto.
Cavaco Silva é o novo Presidente da República.

  "É um filho que não se preocupa com a vida de ninguém"
pai de Cavaco Silva, em declarações à RTP depois de saber da vitória.

  É sempre bom que saibamos esta informação por uma fonte tão próxima.

in http://xuacxuac.posterous.com/estamos-de-luto-por-portugal

  Está tudo na mesma. Só não sabemos desta vez qual é a opinião do pai de Cavaco Silva, porque o senhor faleceu a 30 de Setembro de 2007.

*xuacxuac* team's Space

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